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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Machismo e preconceito desde cedo

Ontem tivemos reunião de pais  na escola e como vamos começar com vários projetos achei importante explicar um a um com muita calma. Mas eis que começo a falar do projeto Amiguinho da Escola para uma mãe surtar e falar que o filho dela não vai brincar de boneca!!! Mesmo eu explicando que não era uma boneca, é um boneco e que ele será o novo aluninho da nossa escola, ela não se convenceu. Falou que o pai do menino não iria deixar ele brincar com o boneco e que nem mesmo o menino ia querer ficar com ele... que não ia dar certo. Poxa, nem começamos o tal projeto e ela já vem querendo jogar um balde de água fria nele? Mas ainda bem que outras mães de  meninos falaram que acharam a idéia super bacana e que os filhos irão adorar.
É triste ver que os próprios pais em pleno século XXI ainda ensinam os filhos coisas desse tipo. Que menino não brinca de boneca, menina não brinca de carrinho, tá aí quando eles crescem vão ser o que? Gente que acha que a mulher tem que se virar para fazer tudo sozinha porque eles são homens e não podem ajudar em casa ou cuidar dos filhos. 
Esse tipo de pensamento tem que ser mudado, senão nossa sociedade nunca mudará, as mulheres sempre serão vistas como seres inferiores... e é triste ver que as mães concordam com esse tipo de pensamento....
Bom mas para quem se interessar pelo projeto, aqui está ele:

PROJETO “AMIGUINHO DA ESCOLA”

OBJETIVOS:

v  Estimular a interação entre a família e a escola;
v  Ampliar e valorizar o momento de comunicação familiar, aproximando os seus membros;
v  Promover a discussão, reflexão e formação de valores éticos e morais como: respeito, amizade e responsabilidade;
v  Criar oportunidade de socialização entre os alunos;
v  Estabelecer algumas relações enre o modo de vida característico de seu grupo social e outros grupos;
v  Interessar-se em demonstrar curiosidade pelo mundo social, formulando perguntas, imaginando soluções, manifestando opiniões próprias sobre os acontecimentos, buscando informações e confrontando idéias.
v  Incentivar a oralidade e aumento do vocabulário;
v  Ampliar suas possibilidades de comunicação e expressão, interessando-se por conhecer vários gêneros orais e escritos;
v  Particiapr de diversas situações de intercâmbio socias nas quais possa contar suas vivências, ouvir as outras pessoas, elaborar e responder perguntas;
v  Interessar-se por escrever palavras e textos ainda que não de forma convencional.



Olá amiguinhos!
Olá família!
Eu sou o aluninho mais novo desta escola, me chamo ____________
Estou feliz por estudar com você!
E mais feliz ainda por visitar sua casa, conhecer sua família, os seus brinquedos e até os seus animais de estimação!
Se você me tratar bem, eu continuarei inteirinho e simpático como sou.Adoro passear e quero conhecer todos os amiguinhos da nossa classe.
Passarei um dia na casa de cada um e nos finais de semana, irei para a casa da professora.
Junto comigo segue este caderno, que é para alguém de sua casa: pai, mãe, avós, tios, irmãos mais velhos, escrevam algum conselho, mensagem, versinho ou uma pequena oração e conte como foi passar o dia comigo. Eu serei o MENSAGEIRO  da turma.
E quando este caderno chegar na sua casa, reúna a família e peça para alguém ler o que já foi escrito. Aposto como será divertido e interessante!

Agora posso fazer uns pedidos? Prepare-se que lá vai....
v  Cuidado para não me sujar com alimentos, tinta, poeira, barro;
v  Lave e seque as mãozinhas para brincar comigo;
v  Banho e comida só de faz de conta;
v  Não me deixe perto de animais, porque tenho medo de mordidas e arranhões;
v  Não me esqueça em nenhum lugar, porque vou me sentir abandonado;
v  Amanhã, acorde-me cedo pra gente poder brincar bastante antes de vir para escola;
v  Se precisar faltar, mande-me de volta à escola com alguém;
v  Trate-me com carinho e atenção, desta maneira jamais esquecerei deste dia que estivemos juntos.
Ah! Amanhã a professora vai pedir para você contar para a turma o que nós fizemos hoje.
Portanto, preste atenção para não se esquecer de nada.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Assistencialismo - desabafo

Se tem uma coisa que eu sou radical é com a questão do assistencialismo que temos hoje em dia em nosso país. Ao invés de se criarem novos empregos, melhorar a capacitação do trabalhador que não está conseguindo voltar ou entrar no mercado de trabalho, prefere-se enchê-lo de "bolsas sei lá o que" e transformar a grande maioria em acomodados. Digo isso porque lido com várias mães e pais que tem esse pensamento: Vou trabalhar para que? Tenho minhas "bolsas" que me sustentam e vão enchendo o mundo de filho para ter mais verbas...
Um pensamento muito equivocado, pelo menos na minha opinião.
Sou totalmente contra a política de planejamento familiar existente no Brasil. A mulher vai ao posto ganhar remédio, mas quem diz que ela toma? E pega camisinhas, mas quem diz que usa? E vai tendo um filho atrás do outro, sem a menor condição de criar, cuidar, educar e alimentar. Aí coloca na creche, porque lá ele vai ter comida, vai tomar banho e dormir. Tá, e quando vai para casa? Vai ter o que? Vejo isso nas creches públicas daqui e acho que do Brasil todo, criança que vai embora com a fralda colocada na creche e volta no dia seguinte com a mesma, criança que se não toma banho na creche não toma em lugar nenhum, roupa suja que fica a semana toda na mochila, fedendo e mãe nem tira para lavar. Isso é criar um filho com qualidade?
E não me venha falar em pobreza, porque conheço muita gente super pobre que tem filhos super limpos, casas super limpas e nem parece ser tão pobre como é. Ao contrário de muitas mães que ganham as tais bolsas e usam o dinheiro para comprar cigarro e bebida... deplorável isso.
E aí ficam essas casas de assistencialismo, do tipo LBV, ligando na casa da gente e pedindo ajuda pro leitinho das crianças... tá e quem garante o leitinho da minha filha? Eu e marido nos matamos de trabalhar, ele mais ainda, que passa várias madrugadas acordado desenhando para termos uma qualidade de vida melhor e vem essas campanhas querendo tudo na moleza? Eu ajudo eles e quem nos ajuda? Porque as famílias não aceitam trabalhos com  menor remuneração para conseguir se sustentar? Conheço muita mãe que não trabalha, não tem condição de cuidar dos filhos mas quando você fala para ela fazer uma faxina ela olha com a maior cara de nojo e solta: "Eu fazer faxina? Prefiro ficar sem dinheiro....". Que pensamento esquisito é esse?
Eu trabalharia de qualquer coisa para sustentar minha filha. Graças a Deus, tive muita ajuda dos meus pais em meus estudos e acho que mesmo sem ajuda, mas com força de vontade de cada um conseguimos progredir e muito nos estudos e consequentemente na vida. Prestei concurso público e tenho cargo efetivo por conta do meu esforço pessoal, ninguém fez nada por mim. Porque tenho que concordar com que as pessoas tenham tudo de mão beijada, sem o menor esforço?
Isso tudo me irrita profundamente e me dá uma tristeza enorme ver que nada será feito a respeito disso e que tudo vai continuar como está por muito tempo ainda...