terça-feira, 26 de julho de 2011

Assistencialismo - desabafo

Se tem uma coisa que eu sou radical é com a questão do assistencialismo que temos hoje em dia em nosso país. Ao invés de se criarem novos empregos, melhorar a capacitação do trabalhador que não está conseguindo voltar ou entrar no mercado de trabalho, prefere-se enchê-lo de "bolsas sei lá o que" e transformar a grande maioria em acomodados. Digo isso porque lido com várias mães e pais que tem esse pensamento: Vou trabalhar para que? Tenho minhas "bolsas" que me sustentam e vão enchendo o mundo de filho para ter mais verbas...
Um pensamento muito equivocado, pelo menos na minha opinião.
Sou totalmente contra a política de planejamento familiar existente no Brasil. A mulher vai ao posto ganhar remédio, mas quem diz que ela toma? E pega camisinhas, mas quem diz que usa? E vai tendo um filho atrás do outro, sem a menor condição de criar, cuidar, educar e alimentar. Aí coloca na creche, porque lá ele vai ter comida, vai tomar banho e dormir. Tá, e quando vai para casa? Vai ter o que? Vejo isso nas creches públicas daqui e acho que do Brasil todo, criança que vai embora com a fralda colocada na creche e volta no dia seguinte com a mesma, criança que se não toma banho na creche não toma em lugar nenhum, roupa suja que fica a semana toda na mochila, fedendo e mãe nem tira para lavar. Isso é criar um filho com qualidade?
E não me venha falar em pobreza, porque conheço muita gente super pobre que tem filhos super limpos, casas super limpas e nem parece ser tão pobre como é. Ao contrário de muitas mães que ganham as tais bolsas e usam o dinheiro para comprar cigarro e bebida... deplorável isso.
E aí ficam essas casas de assistencialismo, do tipo LBV, ligando na casa da gente e pedindo ajuda pro leitinho das crianças... tá e quem garante o leitinho da minha filha? Eu e marido nos matamos de trabalhar, ele mais ainda, que passa várias madrugadas acordado desenhando para termos uma qualidade de vida melhor e vem essas campanhas querendo tudo na moleza? Eu ajudo eles e quem nos ajuda? Porque as famílias não aceitam trabalhos com  menor remuneração para conseguir se sustentar? Conheço muita mãe que não trabalha, não tem condição de cuidar dos filhos mas quando você fala para ela fazer uma faxina ela olha com a maior cara de nojo e solta: "Eu fazer faxina? Prefiro ficar sem dinheiro....". Que pensamento esquisito é esse?
Eu trabalharia de qualquer coisa para sustentar minha filha. Graças a Deus, tive muita ajuda dos meus pais em meus estudos e acho que mesmo sem ajuda, mas com força de vontade de cada um conseguimos progredir e muito nos estudos e consequentemente na vida. Prestei concurso público e tenho cargo efetivo por conta do meu esforço pessoal, ninguém fez nada por mim. Porque tenho que concordar com que as pessoas tenham tudo de mão beijada, sem o menor esforço?
Isso tudo me irrita profundamente e me dá uma tristeza enorme ver que nada será feito a respeito disso e que tudo vai continuar como está por muito tempo ainda...

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Escolas, não desistam de nós. - blogagem coletiva

Esse texto maravilhoso falando da participação real e efetiva dos pais nas reuniões escolares vem bem de encontro ao que eu penso, acredito e tento promover em minha sala de aula. Ainda não consegui atingir todos os pais, muitos chegam com pressa as reuniões, querem ir embora logo, perguntam se o assunto que iremos tratar é importante (tipo de resposta minha: é sobre o seu filho, se ele for importante para vc....), dizem que deixaram comida no fogo e coisas do tipo.

Mesmo tentando fazer reuniões mais gostosas, com rodas de conversa, abordando temas referentes ao desenvolvimento dos filhos deles, não vejo muita empolgação dos pais. Parece que eles estão mais preocupados em acabar logo com aquilo do que ficar ali ouvindo falar em como ajudar seu filho a se desenvolver melhor. 

Não costumo usar minhas reuniões para ficar reclamando de alunos, falar mal deles, nem nada do tipo, quando isso é necessário (falar sobre comportamento por exemplo), costumo usar a reunião e esplanar o assunto para todos, sem citar nomes. Acho que todo conhecimento é válido apra todos. Sempre aprendemos alguma coisa na troca de experiências. Mas percebo que muitos pais não querem assumir a responsabilidade de educar seus filhos e depositam na escola todas as expectativas sobre a educação do filho.

Está na hora de mudarmos esse papel. De lutarmos juntos em busca de um futuro melhor para nossas crianças. E tenho fé de que isso vai acontecer!!!!





Olá querida escola do meu filho,
eu te escolhi porque acreditei que ali iria encontrar o ensino na qualidade que acho adequada para o meu filho. Ali, deposito minha confiança de que meu maior tesouro estará sendo cuidado com carinho, atenção e competência. Acredito que é nesta instituição que ele vai receber os primeiros, porém decisivos, ensinamentos de forma a desenvolver o gosto pelo estudo e pelo conhecimento. É neste ambiente também que ele vai começar a se socializar com outras crianças e a entender que existe um outro mundo, bem diferente e menos seguro que os limites dos braços de nós, pais.
Isso tudo é tão importante.
Mas sinto falta de participar mais da escola. Não que eu não participe porque eu não queira. Mas porque não sou solicitado.
Sei bem o quão vazias são as reuniões escolares. Eu vejo, estou em todas elas. Mas não posso aceitar que a falta de quórum desestimule a escola a nos solicitar ou a criar oportunidades mais diversificadas de aproximar, nós pais, da escola de nossos filhos. Acho tão importante que a escola e pais estejam “afinados” na forma de conduzir a educação escolar e familiar de nossas crianças!
Não importa quem não vai. A mim, me importa quem vai. A mim, me importa que eu estou lá e que existem alguns pais como eu, mesmo que poucos, que enxergam de verdade a importância de nossa presença junto à escola. Além disso, acredito, que havendo oportunidades mais frequentes e menos espaçadas, cada dia teremos mais pais na escola. E quanto mais envolvente e interessantes forem estes encontros, mais pais se sentirão motivados a trazer outros pais. Entendo as dificuldades, principalmente das escolas menores em se mobilizar para manter a escola aberta fora do horário. Mas é preciso empreender este esforço. Porque na falta dele, as únicas pessoas que perdem, são as crianças, nossos filhos, seus alunos.
Há tantas coisas que podemos fazer juntos para mudar isso. Mas nunca, ninguém me perguntou a minha opinião a respeito. Sinto, sinceramente, que inclusive, caímos no erro de reclamar mais do que realmente procurar soluções para aumentar o número de pais participantes. Temos alguma mãe ou pai que possa contribuir de alguma forma com um assunto ou oficina direcionada para os pais e que tenha um foco educacional ou com referência a educação de nossos filhos? A escola pode promover sessões de filmes ou documentários educacionais voltados para os pais? Podemos fazer saraus? Passeios, piqueniques? Podemos criar um grupo de estudos compostos por pais que se reúnem na escola? Podemos conviver mais e desenvolver uns nos outros o espírito participativo?
Na minha humilde opinião, não são os pais que precisam bater na porta da escola de seus filhos. Nós fazemos isso e sempre somos bem recebidos INDIVIDUALMENTE. O que precisamos é ser recebidos pela escola coletivamente, trocar ideias, opiniões, encontrar soluções para dúvidas e angústias comuns com relação à educação escolar de nossos filhos. Só que esta iniciativa precisa partir da escola, porque a escola tem experiência no assunto. Os educadores da escola são profissionais, estudaram e trabalham com isso, inclusive há anos, décadas. Nós somos pais, nunca fomos antes, não fizemos nenhum curso de formação para a parentalidade e nos casos dos pais de crianças pequenas, somos pais de alunos completamente inexperientes. Acredito que precisamos muito da ajuda da escola para sermos melhores pais de alunos, para entender como nos comportar em casa com relação ao ensino, como orientar melhor o dever de casa, como educar para que eles sejam alunos melhores, para que sejam colegas de classe melhores, para que nos comuniquemos melhor com seus professores. Tudo isso para melhorar a qualidade de ensino e aprendizado de nossos filhos que não só são nosso maior tesouro mas também o motivo maior da escola existir.
Somos educadores também, e a sociedade precisa entender a importância de incluir os pais em tudo o que se refere à educação de seus filhos, que nada menos são que os futuros cidadãos que estarão agindo, interagindo e interferindo na sociedade dentro de alguns anos. Na minha opinião, que é leiga, mas onde há uma boa pitada de bom senso, a educação do futuro e para o futuro, não poderá passar sem a participação efetiva dos PAIS NA ESCOLA.
Sabemos que existem pais que simplesmente não querem ser chamados e que querem que a escola resolva as questões escolares sozinha. Mas também sabemos que muitos pais trabalham fora e que se esforçam para estarem presentes e nem sempre conseguem. Assim como existem aqueles que sempre ou quase sempre vão, que querem e se esforçam para melhorar a si mesmos e à escola. Dito isso, peço encarecidamente, mesmo que sejamos poucos, não desistam de nós. Estamos esperando o convite mais frequente para estarmos junto á escola.
Muito gratas e gratos.
(Este texto não se refere apenas a experiência pessoal, mas a experiências trocadas constantemente entre mães e pais, através de nosso blog, grupos de discussão, redes sociais, em diversos estados e diversas escolas)
autoria: Ana Cláudia Bessa

sábado, 16 de julho de 2011

Como nosso blog da Gaby estava uma lambança com vários temas e coisas que não tem nada a ver com ela, resolvi criar outros blogs, que não serão tão mexidos como o dela, mas que irão guardar informações, idéias e projetos importantes para mim.
Esse usarei como um recurso a mais em minha prática escolar. Guardarei registros, idéias, inovações e colocarei um pouco do que faço em meu dia-a-dia na escola.